Starbucks Coffee

06 dezembro 2017


Este ano inaugurei a época natalícia de forma muito especial. Depois de deixar passar a avalanche de trabalhos e testes, dei um saltinho até ao Porto. Aproveitei a oportunidade, em primeiro lugar, para matar todas as saudades das duas pessoas que tornaram a minha passagem por esta cidade ainda mais especial, durante o último ano. Depois, obviamente, não poderia deixar de conhecer o novo Starbucks Coffee.

Há muito tempo que conheço este café mas, na verdade, apesar das oportunidades que já tive, nunca fui a nenhum e, por isso, estava mais do que curiosa para experimentar. A decoração não é nada de extraordinário, mas a esplanada é muito agradável. Assim, depois de pedir um mocca pequeno com café intenso e natas, passei umas belas horas entra conversas e confidencias naquela esplanada. O café que pedi era absolutamente saboroso e suave. Não desiludiu em nada e, por isso, o preço que paguei por ele começou a fazer mais sentido. Não é propriamente barato e acredito que não seja um local que vá visitar com muita regularidade, mas há situações que merecem miminhos destes.

Rua de Mouzinho de Silveira 188
Porto, Portugal

5 coisas que o dinheiro não pode comprar no Natal

05 dezembro 2017


Há muito tempo que o Natal se tornou, para mim, uma das melhores épocas do ano e faço questão de a viver ao máximo e de aproveitar cada bocadinho deste espírito. Ao contrário do que seria de esperar, sinto sempre que gosto cada vez mais do Natal e sei que olho cada vez mais para ele de uma forma madura e muito menos consumista. Porque se há algo importante no Natal é tudo aquilo que ele nos proporciona, mas que não é possível comprar. E é exatamente por isso que faço questão de vos dizer o que me entusiasma nesta época e que não trocaria por nenhuma prenda.

//A presença da família. 
É óbvio que não há nada mais importante do que estar ao lado das pessoas que estão sempre lá para nós e que nos ensinam o verdadeiro significado da palavra família. Para mim, isto é ainda mais importante pelo facto de, a maioria do restante ano, ter a minha família longe. Infelizmente, este Natal não vai ser diferente, mas as nossas conversas intermináveis pelo ecrã do computador pousado na mesa da ceia vai, mais uma vez, encurtar a distância que nos separa e provar o porquê de eu adorar tanto estas pessoas que são o acaso mais bonito da minha vida. 

//A solidariedade de tantas pessoas.
Acho incrível a forma como as pessoas têm consciência de como poderá ser difícil, para uma família, ter uma refeição digna na mesa, principalmente nesta altura do ano em que a maioria dos doces típicos não são propriamente baratos. E não há nada que me deixe mais feliz do que sentir que eu posso fazer a diferença na vida de alguém e melhorar o seu Natal. Procuro sempre ajudar de alguma forma, dentro daquilo que eu posso dar, seja através da doação de alimentos, da compra de artigos ou, simplesmente, dando dinheiro. E fico sempre inspirada com a caridade que encontro em cada canto.

//A gratidão pelo que temos.
Seja no Natal ou no resto do ano, faço questão de agradecer por tudo aquilo que possuo e por tudo aquilo que tenho a oportunidade de escolher. Mas, por algum motivo, nesta altura isto toma proporções ainda maiores e a minha gratidão é infinita. Seja por poder escolher o que comer, por ter tanta gente do meu lado, por ter a oportunidade de estar num sítio quentinho ou, simplesmente, por ter uma cama para dormir. Na verdade, não faltam motivos e oportunidades para agradecer tudo o que tenho.

//A felicidade contagiante das crianças.
Gosto de pensar que uma parte de mim nunca vai crescer. E a chegada do Natal faz-me ter ainda mais a certeza disso. Vibro imenso com a montagem da árvore, com as luzes espalhadas por toda a cidade e com as músicas que se fazem ouvir. No entanto, não há nada que me aqueça mais o coração que o brilho nos olhos de uma criança nesta altura do ano. É contagiante e, mais do que isso, faz-me lembrar de nunca deixar escapar este espírito.

//A abundância de amor espalhado por aí. 
Se há coisa que não me cansa é a felicidade das pessoas. E quando essa felicidade é passada em forma de amor e carinho para os outros, não há nada para dar errado. O sorriso de quem nos aborda durante esta época é impagável e todos os desejos de um Feliz Natal são bem-vindos e recebidos como gestos de amor. Não há forma de algum dia me fartar disto. 

100 Montadinhos

27 novembro 2017


Numa altura em que os testes e os trabalhos me consumiam todo o tempo que me restava, recebi uma visita muito especial, aqui por Braga. E, para além de termos aproveitado para passear nesta nova cidade, aproveitamos também para experimentar novos restaurantes. Um deles foi o 100 Montadinhos, um sítio que eu já andava há meses para conhecer e do qual tinha uma curiosidade gigante por experimentar. Eu adoro o conceito das tapas e o facto de poder comer um bocadinho de cada iguaria, por isso, visitar este restaurante significava experimentar muitas das coisas que eu fui vendo.

O espaço está super bem decorado na sua simplicidade, mas peca por ser extremamente pequeno e por nem sempre se conseguir uma mesa para comer. Tivemos sorte em chegar pouco depois do meio-dia porque, passado pouco tempo, já havia pessoas de pé à espera para poderem comer. No verão, provavelmente, poderão ter mais sorte já que existem esplanadas e o número de mesas disponíveis é bem maior. No entanto, nestas situações o que realmente importa é sair do restaurante satisfeita com a comida e com o atendimento.

Com a carta gigantesca de montadinhos que nos é apresentada, o difícil mesmo é conseguir escolher o que queremos. Começamos, então, pelos crocantes de frango que, apesar de serem só uns crocantes de frango, traziam uma maionese divinal. Depois, como não podia deixar de ser, pedimos as batatas com cheddar e bacon e as batatas chips. As batatas com cheddar e bacon foi o que mais me conquistou de tudo o que provei. É uma junção simplesmente deliciosa que, certamente, irei experimentar fazer em casa. Já as batatas chips foram a maior desilusão porque eram simplesmente batatas de pacote. Por fim, no nosso pedido estavam mais três montadinhos que estavam, verdadeiramente, muito bons. Não fiquei particularmente fã do que continha um molho de mostarda e mel mas, na realidade, penso que é mais um gosto pessoal. 

Desfeita a curiosidade e de barriga cheia, saí do restaurante satisfeita. Não acho que este será, algum dia, um dos meus restaurantes favoritos, mas é super agradável para um almoço ou jantar. Uma das grandes vantagens deste restaurante é conseguir proporcionar, entre amigos, um ambiente mais descontraído e instimista uma vez que permite pedir variadas coisas que poderão ser partilhadas entre todos.

Rua Nova de Santa Cruz 14
4710-409 Braga, Portugal

Estar

07 novembro 2017


Eu gosto da simplicidade. Que me conquistem pelos pormenores e pelo que é inteiramente grátis. Dou muito valor ao poder de um abraço e aos problemas que ele pode amenizar. Aprecio, sempre de coração cheio, os simples "vamos tomar um café" que perduram horas entre conversas. E, também, os almoços sem pressa. Eu sou das que acha que a melhor rede social é conversar à volta de uma mesa. E sou também das que dá cambalhotas na agenda para poder estar com quem me faz feliz. Posso não ser a mais rápida a responder às mensagens ou deixar uma conversa a meio porque tive que sair, mas não me esqueço nunca de ninguém. 

É raríssimo não me lembrar dos aniversários das pessoas que fazem diferença na minha vida porque é a desculpa perfeita para eu lhes dizer o quanto significam para mim e o quanto tornam a minha vida especial e luminosa. No meu dia-a-dia, o que me conquista de verdade é a presença. Seja física ou completamente virtual, a presença de quem gosta de mim faz toda a diferença. Porque, para além de me fazer sentir amada por todas essas pessoas, faz-me sentir que marquei a vida deles de alguma forma. E é assim que eu sinto que faz sentido viver. 

O virtual (i)limitado

10 outubro 2017


Não tenho dúvida nenhuma de que as tecnologias que, hoje em dia, estão ao nosso dispor são uma grande vantagem relativamente aos nossos antepassados. Temos qualquer tipo de informação à simples distância de uma clique, podemos estar constantemente em contacto com qualquer pessoa, é possível conhecer o mundo para lá daquilo que os nossos olhos veem. No entanto, sinto diariamente que as coisas estão a caminhar para o descontrolo total. Temos pessoas a almoçar com outras e que não se falam, temos pessoas a realizar sonhos e a esquecerem-se de os viver porque querem partilhar aquele momento em direto com quem as segue, temos pessoas a comprar seguidores. É catastrófico. 

O fenómeno da internet atingiu patamares que, para mim, são impensáveis. E não é só a minha geração ou todas as anteriores. São gerações e gerações mais velhas que eu a descobrirem este novo mundo e a ficarem viciados nos pequenos aparelhos que lhes consomem o tempo que dizem não ter. É o miúdo que não para quieto e que passa o dia a jogar no computador, fechado no quarto para estar sossegado. São os educadores que ficam sem paciência e metem as crianças a ver a Patrulha Pata incansavelmente no Youtube até à hora de irem dormir. 

É preciso ter peso, conta e medida quando se trata da utilização dos aparelhos que vamos adquirindo, seja por que motivo for. Temos de controlar o tempo que nos permitimos passar dentro deste mundo irreal. Mas, principalmente, precisamos urgentemente de (re)educar as gerações mais novas para olhar para todo o mundo que existe para lá dos likes, das partilhas e dos seguidores. Muito mais do que os números, somos as circunstâncias que temos de enfrentam. E isso acontece lá fora. No mundo real. 

Um novo começo

07 outubro 2017


Há lugares que nos marcam para sempre. Lugares que nos fazem não querer sair de lá. Que nos fazem sentir em casa e nos deixam de sorriso na cara a cada visita. Há lugares que nos trazem um milhão de sentimentos diferentes. E uma carrada de diferentes momentos felizes. O Porto é esse lugar. Durante os últimos quatro anos fez parte de mim e da minha rotina. Um sítio que nunca foi demais para mim, que nunca me cansou e que me conseguiu surpreender a cada ano.  Era a minha casa. No entanto, tive que me despedir para poder abraçar novos desafios. Hoje, dou as boas-vindas a uma cidade nova, a uma rotina nova e a um sítio completamente novo para mim. Braga será, assim, a minha casa durante, pelo menos, os próximos dois anos. Que eles venham carregados de bons momentos, de muito trabalho e de sorrisos intermináveis. 

Fábrica da Nata

08 agosto 2017


Num dia que merecia um festejo diferente, fomos sem destino pelo Porto quando, de repente, olhamos para a Fábrica da Nata e vimos nela uma boa oportunidade para fazer uma pausa naquele passeio especial. Mal se entra, é-se invadido por um cheirinho maravilhoso que faz qualquer um querer provar um pedacinho desta maravilhosa iguaria. E, enquanto pensava no meu pedido, ia observando cada um dos funcionários a preparar dezenas e dezenas de pastéis de nata, mesmo ali à frente de todos os clientes. 

Acabei por optar por um clássico: uma nata quentinha e um café, que me ficou por 1,60€. Entre o local do pedido e onde nos podemos acomodar, é necessário mudar de andar, mas o espaço está maravilhoso. Clássico, requintado e decorado com muito bom gosto. Os quadros são todos de lugares emblemáticos do Porto ou do Douro e estão tão bem escolhidos que é impossível não parar para apreciar aquelas fotografias. Por isso, só posso aconselhar a fazerem uma paragem neste lugar e desfrutarem de uma boa nata e de um lugar extremamente agradável, cujo ambiente nos faz sentir em casa e com vontade de ficar horas à volta da mesa com pessoas especiais. 

Rua de Santa Catarina 331/335
4000-451 Porto, Portugal
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