Ho! Ho! Ho!

24 dezembro 2016


O que me apaixona no Natal é isto mesmo: a família unida com um único propósito. Enchemos a casa dos mais variados doces, pomos o bacalhau de molho, deixamos o cheiro da canela espalhar-se por todos os cantos, enfeitamos uma mesa para que esteja tudo perfeito para receber aqueles que mais amamos. E é isso mesmo que faz desta época do ano tão especial. Se me perguntassem quantas vezes eu comemoraria o Natal durante o ano, caso me fosse permitido, eu não teria uma resposta certa para dar. Na realidade, sinto que muitas vezes celebro o Natal ao longo do ano, mas em contextos muito diferentes. Eu celebro o Natal quando me esforço para reunir a família toda à volta da mesa, quando faço um bolo só para ver a minha avó feliz ou quando obrigo a minha mãe a ir lanchar fora porque lhe vai fazer bem sair de casa. Isto é o Natal do dia-a-dia. E o Natal que celebramos hoje serve só para relembrar que essas coisas valem a pena e que podemos celebrá-lo sempre que quisermos. Por isso, sejam felizes, façam as pessoas que vos rodeiam felizes e comam muito. 

Um feliz Natal para todos! 

Não há distância que destrua o amor

22 dezembro 2016


A forma como encaramos as circunstâncias diz muito sobre nós, mas a forma como damos a volta ao inevitável define completamente aquilo que somos.  E o Natal é a melhor definição daquilo que somos enquanto família. Não dá para duvidar disso. A último vez que nos reunimos todos, de verdade, à volta de uma mesa foi em 2011. Já foi há tanto tempo... E, apesar de ter tudo para ser uma coisa triste, não o é. Na verdade, reuni-mo-nos todos à volta da mesa da casa da avó todos os anos, ainda que virtualmente. Todos os anos deixamos o computador com a câmara ligada durante horas para que possamos sentir um bocadinho daquilo que os 2700km que nos separam não nos permitem. Pode parecer absurdo, mas já se tornou numa coisa típica. Jantamos, ligamos o computador para falarmos e, horas depois, desligamos para que possam, também eles, ir jantar. E este ritual faz-me ter, ano após ano, o mesmo pensamento: eu não poderia ter tido uma família melhor. 

Christmas Wishlist

14 dezembro 2016



Com uns dias de atraso mas sempre a tempo, apresento-vos a minha wishlist para este Natal. Não é extensa, nem com valores extremamente inacessíveis. Para começar há duas coisas de que necessito urgentemente: uma carteira e uma base. A carteira porque a minha está mesmo muito gasta, apesar de a adorar e saber que me vai custar imenso deixar de a usar, e a base porque não tenho nenhuma que seja indicada para o meu tom de pele no Inverno.

Depois, vamos às coisas mais materialistas. Escolhi este livro, primeiro, porque ando com uma vontade enorme de ler um livro há muito tempo e, segundo, porque esta história em particular me cativou. O anel, por sua vez, é algo que ando a namorar há muito tempo. De vez em quando, lá vou eu ao site e fico a olhar para ele (e para mais uns quantos). É simples como eu gosto e, apesar de parecer um acessório sem graça, garanto-vos que fica lindo. Ou então é só de mim que, só assim por acaso, adoro anéis. E, por fim, o alisador. Nunca comprei nenhum antes porque só este verão é que descobri o quanto gosto de me ver com o cabelo esticado, apesar de continuar a adorar os meus caracóis. 

11 dezembro 2016


Eu sou muito feliz sentada numa mesa rodeado de bons amigos.

Gift guide: Para eles

10 dezembro 2016


Camisa SacoorPerfume Paco RabanneChocolate HusselGorro ZaraCarteira Massimo Dutti

Eu não sei quanto a vocês, mas para mim o mais difícil é escolher um presente para homens. Não sei se é porque nunca cresci com uma figura masculina que me permitisse conhecer melhor o lado deles ou porque, simplesmente, é mesmo difícil. Para ser muito sincera, foram muito poucas as vezes em que eu comprei um presente para alguém do sexo masculino e achei que era o presente perfeito. Mas sempre que é preciso, eu esforço-me mesmo. E acho que, no fundo, o segredo passa por conhecer bem a pessoa e os seus gostos e, mais importante que tudo, estar atento aos detalhes e ao que ela diz. Porque no dia-a-dia vamos expressando os nossos gostos e, sem darmos por isso, acabamos de facilitar a vida a alguém.  Mas se, pelo contrário, não conseguiram entrar no mundo da outra pessoa e descobrir o que o faria mais feliz, deixo-vos com umas sugestões seguras que nunca são demais para um homem. 

Modo Natal: ON!

08 dezembro 2016


Uma das coisas que mais me entusiasma na decoração de Natal é a árvore. Ainda estávamos em Novembro e eu não resisti... Fui buscar a árvore e montei-a num instante antes que a minha mãe chegasse. Ela não ia demorar e eu tinha que ser muito rápida porque, depois de ela estar de pé, já não havia volta a dar. Quando a minha mãe chegou ficou surpreendida a olhar para aquilo e só lhe ocorreu dizer "Mas ainda estamos em Novembro". E eu, uma eterna entusiasmada com o Natal, só sorri e rematei com um "Vamos, mas é, decorá-la". E assim foi. Mais cedo do que nos anos anteriores, mas com o mesmo entusiasmo e o mesmo sentimento de gratidão. E com uma vontade enorme de ter a mesa coberta com a toalha vermelha e dourada que eu adoro, com os doces feitos com carinho e com o bacalhau cozido na perfeição.

À procura de Dory (2016)

05 dezembro 2016


Ainda me lembro do dia em que a minha mãe me comprou o DVD do filme "À procura de Nemo" e da quantidade de vezes que eu coloquei aquele CD a dar. Definitivamente, foi um filme que marcou a minha infância. Marcou-me tanto que eu exigia a todas as pessoas que fossem lá a casa que o vissem comigo. Havia qualquer coisa de especial que me tinha cativado verdadeiramente e que eu não sabia explicar muito bem. Hoje entendo que, muito provavelmente, foi por, pela primeira vez em toda a minha vida, me ter deparado com o verdadeiro poder do amor de um pai pelo seu filho. Aquilo fez-me ter muitos sentimentos que, em primeiro, eu não sabia como eram e que, em segundo, eu não fazia ideia que existiam.

Obviamente, eu fiquei extremamente entusiasmada quando soube do "À procura de Dory". Principalmente por se tratar de uma personagem que, embora apareça durante todo o filme anterior, não nos foi revelado praticamente nada sobre ela. Não sabíamos de onde tinha vindo, como tinha ido ali parar ou se ela tinha uma família. E este filme vem esclarecer-nos todas essas questões, a partir do momento em que Dory tem um recordação da sua infância e decide ir à procura dos seus pais, acompanhada do Nemo e do Marlin. 

Atravessar o oceano torna-se, desta vez, uma tarefa bem mais fácil, comparativamente à primeira vez que o fizeram, mas isso não significa que não existam outros novos problemas a impossibilitarem uma viagem tranquila. No entanto, como ser Dory é ser espontânea e, digamos, impulsiva, o seu instinto vai levá-la bem longe nesta aventura. E, curiosamente, levou-me a mim também. No início fiquei com medo que o filme se tornasse aborrecido e muito repetitivo, mas isso não aconteceu. Eu adorei o filme da mesma forma que o primeiro, apesar de todos os anos que os separam.

02 dezembro 2016


Hoje confirmei uma coisa: não fui feita para andar em shoppings.

Gift guide: Para elas

01 dezembro 2016



Dezembro chegou num instante e, quando dei por mim, já estava eu de volta da lista das prendas para oferecer àqueles que me são mais próximos e aos quais tenho muito a agradecer por estarem, dia após dia, ao meu lado. Por isso mesmo, decidi partilhar também com vocês umas sugestões de prendas que, verdade seja dita, nem eu me importava de receber. Hoje dedica-mo-nos às mulheres, mas virão mais sugestões.

Decisões

23 novembro 2016


Há situações que nos desafiam de uma forma inimaginável, mesmo sem termos uma verdadeira noção disso. As coisas vão acontecendo, os problemas vão surgindo e vamos agindo de acordo com aquilo que achamos ser o mais correto. Mas naquele momento em que somos obrigados a parar e refletir sobre os prós e os contras das nossas possíveis decisões, percebemos que temos um mundo de oportunidades, todos os dias, nas nossas mãos. Todos os dias temos a capacidade de mudar aquilo que somos, aquilo que fazemos e o caminho que seguimos. Quão gratificante isso é?

Um avô muito à frente (2016)

22 novembro 2016


Tudo começa no funeral da avó de Jason Kelly e, ainda a meio deste, o avô propõe-lhe uma viagem até Daytona. Apesar de não estar completamente convencido quanto à viagem devido ao facto de faltar muito pouco tempo para a chegada do dia do seu casamento, aceita o desafio. Parte em viagem com o seu avô recém-solteiro, que demonstra ter uma vontade enorme de viver grandes aventuras. E, sejamos sinceros, quem não dominaria o mundo num carro cor-de-rosa? Depois de festas, muito álcool e alguma droga à mistura, as coisas tornam-se, inconscientemente, diferentes. Ou melhor: revelam-se diferentes. E é muito interessante ver o desenrolar da visão de ambas as personagens principais sobre diferentes assuntos.

Não esperem ver um filme espectacular que vos vai fazer estar colados ao ecrã. É um bom filme de domingo à tarde, como costumo dizer. É bom para preencher aquele tempo livre em que não sabemos bem o que fazer, com o acréscimo de que ainda é certo darem umas boas gargalhadas (e é sempre bom rever o Zac Efron! #TeamHighSchoolMusical). Mesmo nestes filmes mais descontraídos e informais, eu gosto de tirar boas lições e este não é exceção. Aqui (re)aprende-se uma coisa muito importante: não importa a quantidade de dinheiro que tenhas ou o futuro que possas vir a ter só por casares com alguém que te pode lançar ao mundo, se não fores feliz nada vai valer a pena. Não duvidem disso. 

18 novembro 2016


Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa invernal. Acordar e sentir-me quentinha e aconchegada debaixo dos lençóis é impagável. Claro que tem o seu lado mau, mas para mim, no geral, é a altura do ano mais mágica. Adoro usar cachecóis, camisolas mais grossas e luvas. Sair de casa e sentir o frio na minha cara não me deixa nada irritada, muito pelo contrário. E quando neva, chega o auge do meu Inverno. Sou verdadeiramente feliz neste ambiente de frio lá fora e quente cá dentro. É quase como um coração deve ser: quente, independentemente das circunstâncias. E eu tenho a sorte de conseguir manter o meu assim.

17 novembro 2016


O espírito natalício já começou a apoderar-se de mim e eu não podia estar mais feliz.

@belenhostalet no instagram

12 novembro 2016


A conta @belenhostalet é uma lufada de ar fresco, todos os dias, no meu instagram. As fotografias dela inspiram-me. As cores claras, as paisagens, os enquadramentos são sempre certeiros. Ela é a protagonista em praticamente todas as suas fotografias e nem por isso esta conta perde qualquer encanto. Mais recentemente, depois de alguma pesquisa, descobri que a Belen ficou mais conhecida simplesmente devido ao seu instagram, o que demonstra, verdadeiramente, a qualidade deste. Vale muito a pena deixarmo-nos levar por este cantinho.

Amor, sem tudo o resto, é só amor

09 novembro 2016


Já lá vai o tempo em que eu, ingénua, achava que o amor era a solução para tudo. Pensava eu que amar era a única condição necessária para que uma relação durasse. Não podia estar mais enganada. O amor não chega quando não há atenção, disponibilidade, flexibilidade e intenção. Não chega mesmo. Por muito que se goste de alguém, isso não é uma condição capaz de fazer com que duas pessoas passem o resto da vida juntas, se é que isso é possível. É preciso esforço e dedicação suficientes para alimentar esse sentimento. É preciso dar tudo. E isso não é fácil. Não é fácil acordar cedo num fim-de-semana para se poder passar o dia inteiro com a outra pessoa, não é fácil arranjar uns minutos a mais no meio de uma agenda sem espaço de manobra, não é fácil chegar ao fim do dia de rastos e ajudar no que é necessário. Mas o amor é isso mesmo: uma constante demonstração daquilo que somos capazes de fazer por alguém. E, embora muitas vezes seja difícil, não há sentimento melhor.

Deal with it? How?


Fui passar este último fim-de-semana a casa e, entre conversas de jantar, surge o tema "Trump". A minha mãe afirmava com grande convicção que ele não seria eleito presidente e eu, que desejava com todas as forças estar errada, rematei com um "há uma grande possibilidade de estares enganada". E estava. Na verdade, os últimos dias que antecederam o dia da decisão tinham vindo a demonstrar isso mesmo: Trump era uma possibilidade. E, sem saber muito bem como, tornou-se numa realidade. Eram 7h48 quando desliguei o meu despertador e fui rapidamente procurar o resultado das eleições. Estremeci e levantei-me a uma velocidade alucinante porque não queria acreditar naquilo. Fiz mais umas pesquisas para ter a certeza absoluta de que aquilo era real e a ficha caiu-me: Trump é, oficialmente, o 45º presidente dos Estados Unidos da América. Sentem o medo só de dizer esta frase em voz alta? É assustador. Imprevisível.

Na verdade, sei bem que nenhum dos dois era um bom candidato, mas entre o mau e o péssimo a escolha tinha de ser a mais sensata. Não foi. A democracia escolheu um homem pequenino. Um homem que pensa que os algarismos da sua conta bancária lhe valem de tudo. Não valem. Nenhum dinheiro do mundo chegaria para apaziguar a raiva de ver alguém racista, xenófobo, machista e islamofóbico a chegar ao poder. A Terra acabou de se tornar num sítio ainda mais perigoso do que aquilo que já era e não há forma de contornar isso.

Na realidade, a estratégia dele foi bastante simples: dizer tudo aquilo que as pessoas querem ouvir. Depois, esperou que a comunicação social fizesse o resto do trabalho por ele. Deram-lhe mediatismo a mais, demasiado tempo de antena e ridicularizaram-no ao ponto de o tornarem intocável. E ele aproveitou-se disso de uma forma incrível. Ele provou que isso é mais do que suficiente para se chegar longe. E isso torna-se assustador quando penso nas pessoas parecidas a ele que podem estar a um passo de governar países como a França. As coisas podem descontrolar-se por completo e nós não teremos forma de contornar esta catástrofe. Enquanto isso, o Putin vai-se rindo e aplaudindo porque, cada vez mais, encontra parceiros que lhe agradem. 

Que dia tão triste. Que presidente tão mal escolhido. Que mundo tão virado do avesso. 

08 novembro 2016


Está oficialmente aberta a época das camisolas quentinhas.

Das imperfeições

07 novembro 2016


É muito fácil deixarmo-nos enganar pelas imagens que nos aparecem, no dia-a-dia, de famosos. Parecem todos perfeitos. As rugas não existem, a celulite é impensável e os cabelos são perfeitos. Utópico, diria eu. Todos temos as nossas imperfeições e temos de nos aceitar como tal. Se é difícil? Pode ser, mas é um processo necessário. E, por isso mesmo, fico feliz sempre que alguma marca decide mostrar a verdadeira realidade das coisas. Porque é nessas campanhas que percebemos que, por mais defeitos que tenhamos, isso não nos tira a nossa beleza. A Jasmine Tookes, esta modelo linda da Vitoria's Secret, é a prova disso. Mesmo com estrias.

02 novembro 2016


Todas as pessoas à minha volta dão a desculpa do dinheiro para não viajar. A verdade é que há viagens bem baratas e, quando bem organizadas, é possível fazer a gestão dos gastos fixos em dois ou três meses. E eu que ando cheia de vontade de viajar, ando tentada a fazê-lo, pela primeira vez, sozinha. Posso ter os meus receios em relação a isso, mas sempre quis ter essa experiência.

Séries que acompanho #2

29 outubro 2016


//Blindspot
Já tinha começado a ver esta série há um tempo atrás. Parei mas, por algum motivo, não conseguia esquecer-me dela. A história de Jane é cativante. Qual é a probabilidade de aparecer alguém no meio do Times Square dentro de uma mala, com o corpo completamente tatuado e sem uma única memória? Foi exatamento o que aconteceu com ela. Uma das tatuagens chama, particularmente, à atenção por ter o nome de Kurt Weller, um agente do FBI. Mais tarde, apercebem-se ainda de uma coisa inimaginável: cada tatuagem que ela possui no seu corpo tem pistas que ajudam a resolver crimes que vão acontecendo. Paralelamente a isso, há uma outra grande descoberta a ser feita: quem é, afinal, Jane? 

//Limitless
Todos sabemos que é impossível usar 100% do nosso cérebro, mas... E se existisse uma droga o permitisse? NZT, é o nome dela. É capaz de tornar alguém normal como o Brian Finch em alguém extremamente inteligente. E é exatamente por causa desta droga e das capacidades que ela lhe dá que Brian se torna consultor do FBI e, de uma forma incrível, resolve cada caso que lhe vai aparecendo. Mas (e há sempre um mas) esta droga tem efeitos secundários que o Brian não sente, tornando-o, aparentemente, único. No entanto, tudo isso se deve ao senador Edward Morra que, dessa forma, o tenta controlar e manipular.

//Jessica Jones
Esta é uma série completamente improvável para mim uma vez que é da Marvel e eu não sou propriamente fã. Portanto, é fácil perceber que Jessica Jones é uma super heroína. No entanto, deixa de o ser e abre a sua própria agência de investigações, tornando-se, assim, numa detetive privada. Ela é extremamente boa naquilo que faz, mas sofre de um transtorno pós-traumático que a persegue há algum tempo e que se vai agravar com o (re)aparecimento de Kilgrave. Ele é um verdadeiro vilão capaz de tudo para a levar à loucura. E ela não tem limites para acabar com ele.

//Timeless
Esta é a mais recente série que comecei a ver e leva-nos, literalmente, a viajar no tempo. Tudo começa quando é roubada uma máquina do tempo que estava a ser construída. Eles roubaram-na para alterar a história dos Estados Unidos da América com um objetivo muito concreto. No entanto, uma equipa constituída por uma professora de história, um cientista e um soldado vão persegui-los com uma outra máquina e tentar ao máximo que a história se mantenha tal e qual como a conhecem. E é isto que torna esta série em algo tão interessante: relembra-nos e ensina-nos pedaços da história de uma forma divertida e despreocupada mas, ao mesmo tempo, tão bem pensada e cativante.

Modificação genética

25 outubro 2016


Chegamos a uma altura em que as pequenas e grandes descobertas são tantas que algumas nos conseguem passar bem ao lado. A verdade é que, cada vez mais, descobrimos formas de fazer tudo aquilo que seria impensável fazer. Há cerca de um ano atrás, uns cientistas chineses decidiram fazer uma experiência num cão. A experiência consistia, basicamente, em modificação genética que lhes permitisse alterar o genoma do animal para, no fundo, criarem um super-cão. E conseguiram. Obtiveram um cão com o dobro da massa muscular, como podem ver aqui.

A verdade é que, embora isto seja bastante promissor para a reversão de doenças, torna-se num problema muito sério. Estamos a falar de modificações genéticas a sério, de transformar seres humanos naquilo que quisermos, com as características que quisermos. E esse é o verdadeiro lado negro da ciência: muitas das grandes descobertas solucionam de forma incrível os problemas, mas também se podem tornar num problema. Se é possível controlar isso? Não, nunca. Mas tentamos. Por isso mesmo, este ano, a modificação genética foi considerada uma arma de destruição massiva e de proliferação. E faz todo o sentido já que é possível, com tudo isto, criar uma infinidade de coisas e pessoas: mosquitos assassinos, super-exércitos invencíveis, imunidades. E isto é só um pequeno exemplo. Acredito que esta questão consiga chegar muito mais longe.

24 outubro 2016


Hoje a família cresceu mais um bocadinho. Sê bem-vinda, Mila.

O medo do incontrolável

18 outubro 2016

Fotografia da minha autoria. Não utilizar sem autorização.

É muito fácil deixarmo-nos levar pelo medo. De qualquer coisa. Temos medo das consequências das nossas escolhas, temos medo de um bicho qualquer que decidiu entrar em nossa casa sem ser convidado, temos medo que as coisas não funcionem como esperávamos, temos medo da guerra. E é normal sentirmos isso. É normal que as nossas vivências e tudo aquilo que se passa à nossa volta nos deixem assim e nos façam colocar um pé no ar para recuar sempre que necessário. No entanto, de todos os medos racionais e irracionais, o que mais me assusta é o terrorismo. Primeiro, porque ele pode estar em qualquer lugar e, segundo, porque é completamente incontrolável. Não quero saber o que é que pode levar alguém a ter um ato desses porque, pelo que já vimos, isso não interessa. Não são dezenas de pessoas que pensam nisso como uma solução, já são centenas ou milhares. E isso é assustador.

Há pouco mais de três meses, senti na pele esse medo. No dia 14 de Julho, eu estava na França. Não propriamente em Nice, o local do incidente, mas estava lá. E, também eu, estava a ver um fogo-de-artifício em jeito de comemoração da "La Fête National". No momento em que chego a casa e me deparo com aquele cenário assustador na televisão, foi horrível. Caiu-me, literalmente, a ficha. Porque eu estava a fazer exatamente o mesmo que todas aquelas pessoas inocentes e poderia ter sido onde eu estava. E esse pensamento, naquele dia, fez-me temer pelo mundo. Porque não é justo alguém morrer porque outra pessoa se lembrou, não é justo ter medo de andar na rua, não é justo termos de pensar sequer na hipótese de um ataque. A sensação de medo que vivi nos dias a seguir, os olhares desconfiados das pessoas e as ruas que se esvaziaram pelo medo, eu nunca vou conseguir esquecer. 

No dia em que vim embora, o cartaz que está na fotografia em cima e que diz "Como viver com medo?" estava no aeroporto de Paris. E fez-me pensar imenso.

Os sete magníficos (2016)

17 outubro 2016


Uma pequena localidade mexicana, Rose Creek, está em perigo e praticamente dominada por Bogue. Assustando as pessoas e matando sem piedade quem se opõe, tem conseguido chegar mais longe no seu objetivo naquelas terras. No entanto, algumas pessoas da população, cansadas de toda aquela situação, começam a pensar em soluções para contrariar tudo o que estava a acontecer. Assim, depois de juntarem sete pessoas, decidem que têm de pôr um ponto final em toda aquela situação e, para isso, vão preparar todas as pessoas e a própria aldeia para o confronto que sabem que está para vir. Ensinam a disparar, a lutar e fazem armadilhas. E, embora pareça difícil devido à quantidade de pessoas que estarão do outro lado, nunca desistem.

Não tinha intenção de ver este filme, nem sequer tinha ouvido falar dele, mas surgiu a oportunidade de ir ao cinema e pareceu-nos bastante bem. Na verdade, foi uma boa escolha. Não é, de todo, um estilo de filme que esteja no topo dos meus preferidos, mas fiquei agradavelmente surpreendida porque me fez rir bastante e ainda tem uma história bastante interessante. Não posso dizer que não é ligeiramente previsível porque, em parte, o é. Mas vale a pena, mesmo assim. 

Gratidão

12 outubro 2016


O mês de Setembro ficou caracterizado por uma grande mudança na minha vida. Não que isso fosse algo mau. Custou mas, na realidade, a mudança já me agrada bastante. Isso significou que o percurso diário para assistir às aulas também mudou e, por isso, todos os dias passo pelo menos duas vezes em frente ao IPO. Embora pareça uma coisa completamente banal, não é na realidade. É normal ver pessoas sem cabelo, pessoas com uma tristeza gigante no olhar, crianças desorientadas. Também acontece o contrário, por vezes. Mas, na realidade, este simples percurso faz-me ser, cada vez mais, grata por tudo aquilo que tenho. Posso ter muitos problemas, posso sofrer por coisas verdadeiramente dolorosas e até posso estar na pior fase da minha vida, mas estou cá. Com saúde, com força e com uma vida cheia de oportunidades. Na verdade, os meus problemas todos tornam-se pequeninos sempre que passo por lá. É inevitável.

09 outubro 2016


As flores tornam os meus dias mais felizes e os espaços cá de casa muito mais agradáveis.

#Instagram - Setembro 2016

06 outubro 2016


Setembro foi um mês de recomeços complicados que fez com que parecesse uma eternidade. Passou mesmo muito devagar. Uma nova casa, um novo estabelecimento de ensino, colegas novos e um coração cheio de medos e receios. Custou muito e, sinceramente, não consigo encontrar um motivo válido para toda a insegurança e nervosismo. A verdade é que os dias foram passando e eu sinto-me cada vez mais em casa e com a certeza de que tenho pessoas fantásticas do meu lado, mesmo que no início tenha sido difícil ver isso. "Mais cego é aquele que não ver" - é o que melhor se aplica nesta situação.

Ao contrário do que se passou em meses anteriores, não tive tempo para as saídas com aqueles que me fazem bem, principalmente porque dediquei algum dos meus dias a trabalhar na vindima. No entanto, ainda consegui, assim num dia agitado e com os nervos à flor da pele, conhecer a famosa Nut, que mais tarde vos falarei.

Aguentar este mês foi a coisa mais difícil que tive este ano e foi um alívio gigante assim que o mês de Outubro começou. Foi como se me fosse permitido, a partir daquele momento, deixar para trás tudo o que me fez estagnar durante um mês inteiro. Mas tenho a certeza de que isso apenas foi possível devido à viagem com que iniciei o mês: Fátima. Foram dois dias de pura paz que, de alguma forma, prepararam-me, mentalmente e não só, para suportar tudo. Agora, a sensação de alívio é gigante. E a vontade de continuar feliz também.

03 outubro 2016


Com o tempo aprendemos a lidar mais facilmente com as inevitabilidades da vida.

Computação quântica

28 setembro 2016


Este semestre tenho uma cadeira que aborda um tema que nunca tinha ouvido falar: computação quântica. Nesta área, há pessoas a trabalharem arduamente para construírem um (super) computador quântico que tem tanto de espetacular como de assustador. Por um lado, poderemos ter uma tecnologia que nos permite acelerar de forma inimaginável os nossos computadores. Para terem noção, um número de 512 bits demora, nos dias de hoje, quatro dias a ser factorizado, mas com um computador quântico demoraria trinta e quatro segundos. Por outro lado, no dia em que esse computador funcionar como esperam que funcione, a segurança do mundo inteiro perder-se-á, pois tudo o que está em segurança, hoje, devido à criptografia levaria segundos a ser desencriptado. 

Quão assustador é pensar que podemos perder tudo o que é virtualmente nosso? Que alguém com uma tecnologia destas possa virar o mundo do avesso? Os estudos estão feitos. Os cálculos estão acessíveis a qualquer um. Se é uma hipótese que pode falhar? É. Mas a verdade é que houve progressos. Pequenos, mas são progressos que, daqui a uns anos, se podem tornar numa realidade. E isso assusta-me. Sim, tudo isto pode ser usado para o bem da humanidade mas, sejamos sinceros, há sempre alguém que o uso para fazer o mal. E não acredito que aqui vá existir alguma exceção.

@helenaimagalhaes no instagram

25 setembro 2016


Conheci a Helena pelo seu blog, o The Styland, e apaixonei-me logo pela maneira de ela escrever. É uma escrita simples, mas ao mesmo tempo tão cativante. Depois disso, fui seguindo-a pelas restantes redes sociais e voltei a apaixonar-me pelo instagram dela. As fotografias dela estão carregadas de estilo e de um cuidado que é notório. Não parecem, de todo, daquelas forçadas apenas para ficarem bonitas, mas sim daquelas que retratam efetivamente os momentos do dia-a-dia dela. Na verdade, todas as fotografias da conta @helenaimagalhaes me transmitem as ideias que eu tenho da Helena: espontaneidade, energia e alegria. E, se uma conta nos consegue transmitir tão bem tudo o que achamos que caracteriza uma pessoa, como não segui-la e como não nos sentirmos inspirados por isso? 

21 setembro 2016


As novas mudanças na minha vida estão a custar mais do que aquilo que eu esperava.

A fase

16 setembro 2016


Sinto que cheguei a uma fase maravilhosa da minha vida. Uma fase em que me sinto bonita. Não por ter alterado alguma coisa externa em mim, mas por ser capaz de me desafiar a ser mais e melhor a cada dia que passa. Quão incrível isso é? Sentir-mo-nos bem e satisfeitos com aquilo que nos estamos a tornar é a maior alegria que alguém pode ter. E eu tenho a sorte de sentir isso. 

15 setembro 2016


Nunca provei sushi e não tenho muita curiosidade em fazê-lo.

Munchie (Food Corner)

14 setembro 2016

Fotografias da minha autoria. Não utilizar sem autorização.

Se há coisa que eu não consigo recusar é um convite para ir almoçar ou jantar fora. Por isso mesmo, há um tempo atrás desafiei uma amiga a isso mesmo: comprometer-mo-nos a ter mais tempo para um almoço. Estamos sempre à distância de poucos quilómetros e deixamos que a rotina nos domine e nos esqueçamos do quão próximos estamos e do proveito que poderíamos retirar disso. E começamos os nossos "encontros" no Munchie. 

Fomos ao restaurante que está inserido no Food Corner, que é um espaço muito engraçado que tem um restaurante diferente em cada andar. Dirigi-mo-nos ao segundo andar e o que difere aqui é que o pedido tem de ser feito ao balcão. Não é nada do outro mundo e começo a ver as grandes vantagens de as coisas funcionarem daquela maneira. Depois de feita a escolha e paga, é-nos dado um pequeno objeto que vibra assim que o nosso pedido estiver feito. Já tinha visto o conceito em Madrid e acho uma ideia brilhante porque nos permite sentar e aproveitar esse tempo para dar dois dedos de conversa. 


O Munchie, apesar de ter outras opções, é uma hamburgueria e os hambúrgueres principais são sete e cada um tem o nome de um dos pecados mortais. A minha escolha recaiu na Gula, não porque me identificasse com o nome (o que, na realidade, é verdade) mas porque o conjunto de todos os ingredientes me agradava bastante. E posso dizer que fiquei conquistada à primeira dentada. É d-e-l-i-c-i-o-s-o. E logo eu que nunca fui uma fã de hambúrgueres. Apesar disso, não posso deixar de falar, também, das batatas fritas. São finas, estaladiças e viciantes. Tão boas quanto o que parecem nas fotografias, garanto, e podem ser acompanhadas com maionese e ketchup que se encontram no balcão para que cada um se sirva à vontade.  

É óbvio que, depois desta experiência tão boa, já regressamos mais vezes. E comi, quase todas as vezes, o mesmo hambúrguer, o que prova que foi mesmo amor o que aconteceu entre nós. Eu, quando gosto muito de uma comida num restaurante, dificilmente mudo o meu pedido quando lá vou e aqui, muito provavelmente, acontecerá o mesmo. É uma experiência muito boa e aconselho vivamente toda a gente a passar por lá.

Rua do Ateneu Comercial 8-14
4000-380 Porto, Portugal

12 setembro 2016


Dedico-me sempre às arrumações antes do novo ano letivo começar. 

Deadpool (2016)

11 setembro 2016


Wade Wilson descobre uma coisa terrível: tem um cancro terminal. E, não podendo fazer nada contra isso, recebe uma oferta irrecusável de um desconhecido que lhe aparece do nada. Depois de refletir sobre tudo o que aquela decisão pode implicar, decide aceitá-la e submeter-me a um teste experimental que lhe faria não só acabar com as células cancerígenas dele, mas também tornar-se em algo extraordinário: um super-herói. Apesar de as coisas não terem corrido como o previsto, é certo que ele nunca perdeu o seu sentido de humor. Mas, apesar disso, não desiste de encontrar Francis, o homem que o colocou naquela situação, para ter a sua tão desejada vingança. 

Não sou fã da Marvel, mas este filme foge a tudo aquilo que estamos habituados a ver. Tirando o Homem-Aranha, não houve outro filme que me tivesse prendido ao ecrã até ao fim. Mas o Deadpool conseguiu. Acho que a história em si está muito boa e que a personagem foi muito bem explorada. Já para não falar das piadas que são, efetivamente, boas e de qualidade, e diz isto uma pessoa que não se ri facilmente com aquelas piadas tipicamente parvas. É, definitivamente, um bom filme para se ver numa pausa qualquer e para se dar umas valentes gargalhadas.

A caminhada

10 setembro 2016

Fotografia da minha autoria. Não utilizar sem autorização.

Hoje fiz mais uma caminhada. Precisava de gastar energia, de refletir e agradecer por tudo o que tenho e que me esqueço de dar valor. No entanto, reparei num pormenor interessante que faz parte do meu dia-a-dia, mas que me esqueço na maioria das vezes: eu faço muitas caminhadas a olhar para o chão. E, embora pareça algo completamente banal, hoje eu percebi que não é. Eu caminho a maior parte do tempo a olhar para o chão para ter a certeza de que piso um local confortável, que não me faça desequilibrar e cair. E quanto do mundo isso me faz perder? 

Com a correria dos dias, com a vida a andar a um ritmo alucinante, eu prefiro, na maioria das vezes, jogar pelo seguro olhando para o chão para não cair. Mas esqueci-me, enquanto me sentia confortável a andar assim, que isso me fez perder paisagens incríveis, pessoas que, por algum motivo, poderiam entrar na minha vida, momentos que me fariam rir. Quantas quedas valeriam esses momentos? Todas. Porque me apercebi que não se é fraco por cair, é-se fraco por deixar de viver e sentir tudo o que nos rodeia pelo medo de cair. 

09 setembro 2016


O fim do verão não me deixa triste porque eu adoro o inverno. 

Agenda Mr Wonderful 2016-2017

05 setembro 2016


A minha vida não funciona sem uma agenda para acompanhar o meu dia-a-dia. Compro todos os anos uma que me encha realmente as medidas e, para isso, é necessário que ela tenha cor e que me inspire. Nos últimos anos, as agendas da Rosa com Canela, que continuo a recomendar a qualquer pessoa, têm acompanho os meus dias. No entanto, já desde o ano passado que tenho as desta marca debaixo de olho. A diferença de preços não é quase nenhum e, por isso mesmo, decidi comprá-la.

Primeiramente, o que salta à vista são as cores e as frases inspiradores espalhadas por todo o lado. E não pensem que me refiro apenas àquelas ilustrações a que a marca nos habitou porque todos os dias, exceto os fins-de-semana, têm uma frase diferente. E isso conquistou-me mais um bocadinho.

Uma folha inicial de apresentação super amorosa, três espaços para horários semanais, duas folhas dedicadas a inspirações, tarefas, compromissos e listas no início de cada mês, registo de feriados de forma especial, vista semanal. Umas páginas com todos os meses em maior escala para notas rápidas, espaços para os contactos mais importantes, listas de coisas por fazer (que me vão dar muito jeito), páginas para apontar os gastos, espaço (suficiente para as coisas relacionadas com o blog) para as notas e, obviamente, umas dezenas de autocolantes maravilhosos para nos lembrarmos, de forma mais divertida, de dias especiais, de reuniões, de chamadas ou do fim dos exames. Há variedade para as diversas tarefas e acontecimentos. Por fim, existe uma folha em cartão desdobrável que tem, no seu interior, uma página dedicada a todos os acontecimentos deste ano que devem ser recordados, como os lugares para onde viajei, a decisão mais importante que tomei ou o meu maior desejo para este ano, e um calendário do final de 2016 e de 2017 e, no seu exterior, um calendário de 2018 e uma página onde é possível escrever as datas mais importantes de cada mês. E é esta sua a organização.


Normalmente, as agendas que compro são grandes porque são diárias. Mas desta vez arrisquei numa mais pequena, numa semanal, que continua a ter espaço suficiente para escrever tudo o que preciso sem que tenha que diminuir a minha letra. Para mim, é perfeita. E sei que, na correria do dia-a-dia, ela me vai fazer sorrir muito e motivar.

Para quem nunca fez encomendas desta marca, aconselho vivamente a fazerem-no no site oficial e não a comprarem em outras lojas. Apesar de se pagar os portes de envio, vale a pena por tudo o que trás a mais. Só para terem noção: esta agenda vinha dentro de um saco com uma frase muito parecida à da agenda (podem ver na fotografia de cima) que, por sua vez, vinha dentro de uma caixa, também com frases nos dois lados, juntamente com um cartão que tinha uma mensagem da equipa wonder e um chupa em forma de coração. A juntar a isto, ainda me foi oferecido este poster super amoroso. Como não ficar feliz com esta marca?

#Instagram - Julho e Agosto 2016

02 setembro 2016


Julho e Agosto foram dois meses felizes. Muito, por sinal. Foram mais preenchidos do que aquilo que algum dia eu poderia imaginar. Foram mexidos, intensos e sorridentes. Não poderia ter pedido um verão melhor que este e é muito gratificante sentir isto. Tive as pessoas certas do meu lado e momentos fantásticos que guardo com muito  carinho. Tive declarações inesperadas que me encheram o coração de uma maneira extraordinária, tive dias brilhantes e tive uma família junta à volta de uma mesa durante muito tempo. 

Se Julho começou com más vibrações, posso garantir que desapareceram logo. As festas da aldeia são uma ótima terapia e eu não podia deixar passar essa oportunidade. Músicas, amigos e sorrisos, há alguma combinação que valha mais a pena do que esta?



Depois desta lufada de ar fresco, vem outra ainda melhor: dias em família. E como eu os adoro! A mesa cheia, as crianças a brincarem e a felicidade a passar por cada um de nós. Assim ficaram marcados quinze dias do meu mês de Julho. Viajei até Paris para ver as pessoas que mais me fazem falta durante o ano e... Foi mágico! Literalmente. Assistimos ao batizado do mais pequeno da família e ao casamento de um dos meus tios. A França não poderia ter-me feito mais feliz do que o que fez. Infelizmente, também me mostrou o que é sentir medo do terrorismo, mas vou guardar isso para uma outra publicação porque há muitas coisas que vos quero contar sobre esse assunto.

Depois de ter sido tão feliz, não queria regressar. Mal eu sabia que ia chegar e não ia ter que desfazer a mala... Só foi preciso lavar a roupa suja e rumar à praia com aquela que será sempre a melhor amiga que algum dia poderia ter encontrado. Tivemos direito a gelados, a dias de descanso e tardes deitadas na praia. Foi o suficiente para ganhar aquela corzinha que eu adoro e que, infelizmente, já começa a desaparecer. Quando demos por nós, já era Agosto (ninguém nos manda adiar tantas vezes o regresso a casa).


E Agosto passou a um ritmo alucinante. Foi só ver os dias a correrem e a alertarem-me constantemente "As aulas estão a chegar". Mas eu deixei essa preocupação de lado. Aproveitei os dias para jantar mais vezes fora e, como não podia deixar de ser, para aproveitar em grande a festa da minha terra. Foi do melhor. Aliás: é sempre - mas este ano teve um gostinho diferente. O único problema é que passou a correr e, de repente, era quase o fim de Agosto. Sem grande coisa para fazer nestes últimos dias, aproveitei para os dedicar a mim. Para me mimar, para mudar algumas coisas e para ter sempre em mente que eu sou a responsável pela minha própria felicidade. 

Here I am (again)!

01 setembro 2016


Já antes do tempo que estive sem vir aqui que eu sabia que havia muitas coisas que tinha andado a ver da maneira errada e que não poderiam continuar assim. Então, fui mudando a minha postura em relação às pessoas, às mudanças e às inevitabilidades. Com o tempo tornei-me uma mulher cada vez mais feliz por saber que essa transformação me estava a levar à minha melhor versão. E não há nada melhor do que isso. Definitivamente, não há.

Talvez por força dessa mudança, ou por outra razão qualquer que, sinceramente, já não importa, as coisas mudaram. A minha relação terminou. Podia dizer que fiquei triste, que chorei ou que ainda sonho em reatá-la, mas isso não é verdade. A verdade é que nunca me senti tão bem como agora. Há um mundo inteiro lá fora e todo o tempo que tenho é demasiado precioso para ser desperdiçado em lamentações do que já passou. Hoje, mais que nunca, sou eu mesma e todos os dias agradeço por isso.

Como consequência disto tudo, decidi afastar-me das redes sociais e, com o início das férias, foi  uma tarefa ainda mais fácil. Preenchi os meus dias da melhor maneira possível e, assim do nada, chegamos a Setembro. A meio deste percurso percebi que o blog fazia todo o sentido para mim, mas o seu nome não. No entanto, não me preocupei com o assunto, sabia que algo iria surgir. O Anywhere surgiu, de facto, do nada e, mesmo assim, fez todo o sentido do mundo. Porque eu posso ser eu em qualquer lado e, mais importante do que isso, eu posso ser feliz em qualquer lado. 

Deixei o Early Morning, Longer Nights para trás com um carinho enorme e dou as boas vindas ao cantinho de sempre, embora renovado. Porque o lema é: eu só me permito estar onde sou feliz. E agora eu sou mais feliz aqui.

P.S: Como mudei o link do blog, terão de voltar a seguir caso queiram continuar a ver as minhas publicações no vosso feed. 

Limpezas

06 julho 2016


Passamos a vida a adiar tudo. "Amanhã faço isso", "Hoje não que estou cansada", "Depois", "Ainda não estou preparada". E esquece-mo-nos, no meio das dúvidas e da falta de vontade, que enfrentar os fantasmas do passado é um passo gigante para um futuro tranquilo. E eu decidi, embora tenha passado pouco tempo, que estava na hora de olhar para mim e livrar-me de tudo o que me faz mal. Inspirei fundo e apaguei todas as mensagens que faziam questão de me relembrar todos os dias aquilo que fomos no passado, livrei-me de todas as pequenas lembranças que fui acumulando e, principalmente, arrumei uma mente confusa e atrapalhada recheada de tantos sentimentos diferentes. O coração ainda palpita, mas a certeza de que sou capaz de tudo dá-me, constantemente, uma força gigante.

#Instagram - Junho 2016

05 julho 2016


Junho foi um mês de correrias e isso prolongou-se até aos primeiros dias deste novo mês. Foram os estudos, os jogos de Portugal, a falta de tempo para tudo o que queria e a vontade de querer começar o meu verão o mais rápido possível. "Já está" - é o meu pensamento neste momento. Tenho umas férias todas à minha frente e já tive um cheirinho delas, no fim do mês, com uns dias de praia que me souberam pela vida. E foram o empurrãozinho necessário para despachar tudo rapidamente. 

Não foi propriamente um mês emocionante, mas também não foi mau. Foi feito de redescobertas que eu nunca pensei ter e que, pelo que parece, irão continuar neste mês. Valorizar aquilo que sou e aquilo de que sou capaz é impagável. E eu tenho conseguido. Primeiro porque tenho uma família fantástica e segundo porque tenho outras pessoas do meu lado que foram, e continuam a ser, das melhores escolhas que eu poderia ter feito. A gratidão que sinto é gigante. E é tão bom sentir isso.

02 julho 2016


O amor não é, por si só, suficiente. Agora eu sei isso.

24 junho 2016


Mais dois exames e fico com um verão inteiro para mim. Está quaaaaaaaaaase!
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