A caminhada

10 setembro 2016
Fotografia da minha autoria. Não utilizar sem autorização.

Hoje fiz mais uma caminhada. Precisava de gastar energia, de refletir e agradecer por tudo o que tenho e que me esqueço de dar valor. No entanto, reparei num pormenor interessante que faz parte do meu dia-a-dia, mas que me esqueço na maioria das vezes: eu faço muitas caminhadas a olhar para o chão. E, embora pareça algo completamente banal, hoje eu percebi que não é. Eu caminho a maior parte do tempo a olhar para o chão para ter a certeza de que piso um local confortável, que não me faça desequilibrar e cair. E quanto do mundo isso me faz perder? 

Com a correria dos dias, com a vida a andar a um ritmo alucinante, eu prefiro, na maioria das vezes, jogar pelo seguro olhando para o chão para não cair. Mas esqueci-me, enquanto me sentia confortável a andar assim, que isso me fez perder paisagens incríveis, pessoas que, por algum motivo, poderiam entrar na minha vida, momentos que me fariam rir. Quantas quedas valeriam esses momentos? Todas. Porque me apercebi que não se é fraco por cair, é-se fraco por deixar de viver e sentir tudo o que nos rodeia pelo medo de cair. 
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