Séries que acompanho #2

29 outubro 2016


//Blindspot
Já tinha começado a ver esta série há um tempo atrás. Parei mas, por algum motivo, não conseguia esquecer-me dela. A história de Jane é cativante. Qual é a probabilidade de aparecer alguém no meio do Times Square dentro de uma mala, com o corpo completamente tatuado e sem uma única memória? Foi exatamento o que aconteceu com ela. Uma das tatuagens chama, particularmente, à atenção por ter o nome de Kurt Weller, um agente do FBI. Mais tarde, apercebem-se ainda de uma coisa inimaginável: cada tatuagem que ela possui no seu corpo tem pistas que ajudam a resolver crimes que vão acontecendo. Paralelamente a isso, há uma outra grande descoberta a ser feita: quem é, afinal, Jane? 

//Limitless
Todos sabemos que é impossível usar 100% do nosso cérebro, mas... E se existisse uma droga o permitisse? NZT, é o nome dela. É capaz de tornar alguém normal como o Brian Finch em alguém extremamente inteligente. E é exatamente por causa desta droga e das capacidades que ela lhe dá que Brian se torna consultor do FBI e, de uma forma incrível, resolve cada caso que lhe vai aparecendo. Mas (e há sempre um mas) esta droga tem efeitos secundários que o Brian não sente, tornando-o, aparentemente, único. No entanto, tudo isso se deve ao senador Edward Morra que, dessa forma, o tenta controlar e manipular.

//Jessica Jones
Esta é uma série completamente improvável para mim uma vez que é da Marvel e eu não sou propriamente fã. Portanto, é fácil perceber que Jessica Jones é uma super heroína. No entanto, deixa de o ser e abre a sua própria agência de investigações, tornando-se, assim, numa detetive privada. Ela é extremamente boa naquilo que faz, mas sofre de um transtorno pós-traumático que a persegue há algum tempo e que se vai agravar com o (re)aparecimento de Kilgrave. Ele é um verdadeiro vilão capaz de tudo para a levar à loucura. E ela não tem limites para acabar com ele.

//Timeless
Esta é a mais recente série que comecei a ver e leva-nos, literalmente, a viajar no tempo. Tudo começa quando é roubada uma máquina do tempo que estava a ser construída. Eles roubaram-na para alterar a história dos Estados Unidos da América com um objetivo muito concreto. No entanto, uma equipa constituída por uma professora de história, um cientista e um soldado vão persegui-los com uma outra máquina e tentar ao máximo que a história se mantenha tal e qual como a conhecem. E é isto que torna esta série em algo tão interessante: relembra-nos e ensina-nos pedaços da história de uma forma divertida e despreocupada mas, ao mesmo tempo, tão bem pensada e cativante.

Modificação genética

25 outubro 2016


Chegamos a uma altura em que as pequenas e grandes descobertas são tantas que algumas nos conseguem passar bem ao lado. A verdade é que, cada vez mais, descobrimos formas de fazer tudo aquilo que seria impensável fazer. Há cerca de um ano atrás, uns cientistas chineses decidiram fazer uma experiência num cão. A experiência consistia, basicamente, em modificação genética que lhes permitisse alterar o genoma do animal para, no fundo, criarem um super-cão. E conseguiram. Obtiveram um cão com o dobro da massa muscular, como podem ver aqui.

A verdade é que, embora isto seja bastante promissor para a reversão de doenças, torna-se num problema muito sério. Estamos a falar de modificações genéticas a sério, de transformar seres humanos naquilo que quisermos, com as características que quisermos. E esse é o verdadeiro lado negro da ciência: muitas das grandes descobertas solucionam de forma incrível os problemas, mas também se podem tornar num problema. Se é possível controlar isso? Não, nunca. Mas tentamos. Por isso mesmo, este ano, a modificação genética foi considerada uma arma de destruição massiva e de proliferação. E faz todo o sentido já que é possível, com tudo isto, criar uma infinidade de coisas e pessoas: mosquitos assassinos, super-exércitos invencíveis, imunidades. E isto é só um pequeno exemplo. Acredito que esta questão consiga chegar muito mais longe.

24 outubro 2016


Hoje a família cresceu mais um bocadinho. Sê bem-vinda, Mila.

O medo do incontrolável

18 outubro 2016

Fotografia da minha autoria. Não utilizar sem autorização.

É muito fácil deixarmo-nos levar pelo medo. De qualquer coisa. Temos medo das consequências das nossas escolhas, temos medo de um bicho qualquer que decidiu entrar em nossa casa sem ser convidado, temos medo que as coisas não funcionem como esperávamos, temos medo da guerra. E é normal sentirmos isso. É normal que as nossas vivências e tudo aquilo que se passa à nossa volta nos deixem assim e nos façam colocar um pé no ar para recuar sempre que necessário. No entanto, de todos os medos racionais e irracionais, o que mais me assusta é o terrorismo. Primeiro, porque ele pode estar em qualquer lugar e, segundo, porque é completamente incontrolável. Não quero saber o que é que pode levar alguém a ter um ato desses porque, pelo que já vimos, isso não interessa. Não são dezenas de pessoas que pensam nisso como uma solução, já são centenas ou milhares. E isso é assustador.

Há pouco mais de três meses, senti na pele esse medo. No dia 14 de Julho, eu estava na França. Não propriamente em Nice, o local do incidente, mas estava lá. E, também eu, estava a ver um fogo-de-artifício em jeito de comemoração da "La Fête National". No momento em que chego a casa e me deparo com aquele cenário assustador na televisão, foi horrível. Caiu-me, literalmente, a ficha. Porque eu estava a fazer exatamente o mesmo que todas aquelas pessoas inocentes e poderia ter sido onde eu estava. E esse pensamento, naquele dia, fez-me temer pelo mundo. Porque não é justo alguém morrer porque outra pessoa se lembrou, não é justo ter medo de andar na rua, não é justo termos de pensar sequer na hipótese de um ataque. A sensação de medo que vivi nos dias a seguir, os olhares desconfiados das pessoas e as ruas que se esvaziaram pelo medo, eu nunca vou conseguir esquecer. 

No dia em que vim embora, o cartaz que está na fotografia em cima e que diz "Como viver com medo?" estava no aeroporto de Paris. E fez-me pensar imenso.

Os sete magníficos (2016)

17 outubro 2016


Uma pequena localidade mexicana, Rose Creek, está em perigo e praticamente dominada por Bogue. Assustando as pessoas e matando sem piedade quem se opõe, tem conseguido chegar mais longe no seu objetivo naquelas terras. No entanto, algumas pessoas da população, cansadas de toda aquela situação, começam a pensar em soluções para contrariar tudo o que estava a acontecer. Assim, depois de juntarem sete pessoas, decidem que têm de pôr um ponto final em toda aquela situação e, para isso, vão preparar todas as pessoas e a própria aldeia para o confronto que sabem que está para vir. Ensinam a disparar, a lutar e fazem armadilhas. E, embora pareça difícil devido à quantidade de pessoas que estarão do outro lado, nunca desistem.

Não tinha intenção de ver este filme, nem sequer tinha ouvido falar dele, mas surgiu a oportunidade de ir ao cinema e pareceu-nos bastante bem. Na verdade, foi uma boa escolha. Não é, de todo, um estilo de filme que esteja no topo dos meus preferidos, mas fiquei agradavelmente surpreendida porque me fez rir bastante e ainda tem uma história bastante interessante. Não posso dizer que não é ligeiramente previsível porque, em parte, o é. Mas vale a pena, mesmo assim. 

Gratidão

12 outubro 2016


O mês de Setembro ficou caracterizado por uma grande mudança na minha vida. Não que isso fosse algo mau. Custou mas, na realidade, a mudança já me agrada bastante. Isso significou que o percurso diário para assistir às aulas também mudou e, por isso, todos os dias passo pelo menos duas vezes em frente ao IPO. Embora pareça uma coisa completamente banal, não é na realidade. É normal ver pessoas sem cabelo, pessoas com uma tristeza gigante no olhar, crianças desorientadas. Também acontece o contrário, por vezes. Mas, na realidade, este simples percurso faz-me ser, cada vez mais, grata por tudo aquilo que tenho. Posso ter muitos problemas, posso sofrer por coisas verdadeiramente dolorosas e até posso estar na pior fase da minha vida, mas estou cá. Com saúde, com força e com uma vida cheia de oportunidades. Na verdade, os meus problemas todos tornam-se pequeninos sempre que passo por lá. É inevitável.

09 outubro 2016


As flores tornam os meus dias mais felizes e os espaços cá de casa muito mais agradáveis.

#Instagram - Setembro 2016

06 outubro 2016


Setembro foi um mês de recomeços complicados que fez com que parecesse uma eternidade. Passou mesmo muito devagar. Uma nova casa, um novo estabelecimento de ensino, colegas novos e um coração cheio de medos e receios. Custou muito e, sinceramente, não consigo encontrar um motivo válido para toda a insegurança e nervosismo. A verdade é que os dias foram passando e eu sinto-me cada vez mais em casa e com a certeza de que tenho pessoas fantásticas do meu lado, mesmo que no início tenha sido difícil ver isso. "Mais cego é aquele que não ver" - é o que melhor se aplica nesta situação.

Ao contrário do que se passou em meses anteriores, não tive tempo para as saídas com aqueles que me fazem bem, principalmente porque dediquei algum dos meus dias a trabalhar na vindima. No entanto, ainda consegui, assim num dia agitado e com os nervos à flor da pele, conhecer a famosa Nut, que mais tarde vos falarei.

Aguentar este mês foi a coisa mais difícil que tive este ano e foi um alívio gigante assim que o mês de Outubro começou. Foi como se me fosse permitido, a partir daquele momento, deixar para trás tudo o que me fez estagnar durante um mês inteiro. Mas tenho a certeza de que isso apenas foi possível devido à viagem com que iniciei o mês: Fátima. Foram dois dias de pura paz que, de alguma forma, prepararam-me, mentalmente e não só, para suportar tudo. Agora, a sensação de alívio é gigante. E a vontade de continuar feliz também.

03 outubro 2016


Com o tempo aprendemos a lidar mais facilmente com as inevitabilidades da vida.
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