À procura de Dory (2016)

05 dezembro 2016

Ainda me lembro do dia em que a minha mãe me comprou o DVD do filme "À procura de Nemo" e da quantidade de vezes que eu coloquei aquele CD a dar. Definitivamente, foi um filme que marcou a minha infância. Marcou-me tanto que eu exigia a todas as pessoas que fossem lá a casa que o vissem comigo. Havia qualquer coisa de especial que me tinha cativado verdadeiramente e que eu não sabia explicar muito bem. Hoje entendo que, muito provavelmente, foi por, pela primeira vez em toda a minha vida, me ter deparado com o verdadeiro poder do amor de um pai pelo seu filho. Aquilo fez-me ter muitos sentimentos que, em primeiro, eu não sabia como eram e que, em segundo, eu não fazia ideia que existiam.

Obviamente, eu fiquei extremamente entusiasmada quando soube do "À procura de Dory". Principalmente por se tratar de uma personagem que, embora apareça durante todo o filme anterior, não nos foi revelado praticamente nada sobre ela. Não sabíamos de onde tinha vindo, como tinha ido ali parar ou se ela tinha uma família. E este filme vem esclarecer-nos todas essas questões, a partir do momento em que Dory tem um recordação da sua infância e decide ir à procura dos seus pais, acompanhada do Nemo e do Marlin. 

Atravessar o oceano torna-se, desta vez, uma tarefa bem mais fácil, comparativamente à primeira vez que o fizeram, mas isso não significa que não existam outros novos problemas a impossibilitarem uma viagem tranquila. No entanto, como ser Dory é ser espontânea e, digamos, impulsiva, o seu instinto vai levá-la bem longe nesta aventura. E, curiosamente, levou-me a mim também. No início fiquei com medo que o filme se tornasse aborrecido e muito repetitivo, mas isso não aconteceu. Eu adorei o filme da mesma forma que o primeiro, apesar de todos os anos que os separam.
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