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5 truques para aumentar a segurança virtual

24 fevereiro 2017

1. Mudar as palavras-passe de vez em quando. Tenho por hábito mudar, pelo menos uma vez por ano, todas as palavras-passe das contas mais importantes. Sei que, ultimamente, esta tendência tem diminuído e que se tem notado que esta não influencia assim tanto na prevenção de um ataque. No entanto, eu sinto-me muito mais segura ao fazê-lo.

2. Fazer publicações depois de sair dos locais. Gosto muito de partilhar sítios bonitos e inspiradores no instagram, seja diretamente ou pelo instastories, mas nunca o faço enquanto estou no local. É muito assustador, para mim, pensar que as pessoas que estão a ver o que partilhei sabem exatamente onde me encontro naquele momento. Por isso, tiro todas as fotografias que quero e, quando vou embora ou ao final do dia, faço as respetivas partilhas. 

3. Colocar palavra-passe em todos os dispositivos. Na verdade, quanto a esta, sou ligeiramente desleixada. O meu computador sempre teve palavra-passe porque tenho muitas coisas pessoais nele e faz todo o sentido proteger-me de qualquer contratempo. No entanto, falho redondamente no telemóvel porque sou muito preguiçosa para estar sempre a colocar uma palavra-passe quando preciso de mexer nele. Tenho mesmo de mudar este aspeto porque, tal como como no computador, também o meu telemóvel tem informações pessoais que eu não gostaria que qualquer pessoa tivesse acesso.

4. Tapar sempre qualquer câmara. E esta não é por ser esquisita ou medricas. Há relativamente pouco tempo fui a uma palestra sobre segurança e fiquei chocada com a facilidade com que se acede a uma câmara. Desde esse dia, a câmara do meu computador está sempre tapada e as do meu telemóvel ficam bem distantes em alguns momentos mais pessoais. 

5. Verificar, esporadicamente, os locais onde as nossas redes sociais foram utilizadas. No e-mail somos notificados quando é iniciada sessão num dispositivo novo, mas na maioria das redes sociais isso não acontece. No entanto, podemos verificar os locais onde foram iniciadas as sessões e, desta forma, saber se há alguém a invadir aquilo que é nosso ou não. Acreditem, é muito mais fácil entrar na nossa conta do que aquilo que pensamos. E, não, não acontece só com os outros. 

O livro do hygge

18 fevereiro 2017

À medida que vou percecionando o meu crescimento intelectual, consigo identificar novos gostos que vão crescendo em mim. Tenho apreciado muito os dias passados em casa e os momentos de conversa à lareira. Saboreio com mais intensidade uma chávena de chá enrolada a uma manta enquanto partilho um filme com alguém. Dou uma importância cada vez maior aos pequenos momentos de prazer que o dia-a-dia nos vai proporcionando. No fundo, e depois de ler "O livro de hygge", acredito que me tenho tornado cada vez mais hygge.

"O livro de hygge" é escrito por Meik Wiking que é, nada mais nada menos, o presidente do Hapiness Research Institute. A palavra hygge, em si, não tem uma tradução própria. É uma espécie de bem-estar que sentimos quando fazemos atividades que nos inspiram ou quando simplesmente não fazemos nada. Aliás, dificilmente este sentimento será exatamente o mesmo para duas pessoas diferentes. Todos nós sentimos as coisas de forma diferente, pensamos de forma diferente e temos diferentes visões relativamente ao mesmo assunto.


Acho que o livro está muito bem conseguido exatamente por não se limitar à palavra em si e a tudo o que lhe está associado. Muito pelo contrário. Ao longo deste conseguimos encontrar muitas sugestões para tornar os nossos dias muito mais hygge, seja com receitas aconchegantes, com decorações adequadas ou com atividades para se fazer em grupo.

Na verdade, o meu coração rendeu-se por completo com as fotografias inspiradoras que acompanham todo o livro. E, também, por ter conseguido viajar um bocadinho, com o autor, até Copenhaga por sítios que, muito provavelmente, não aparecerão em nenhum guia turístico. É muito interessante conhecer uma cultura nova com valores que eu aprecio muito, como é a dinamarquesa. 


Acredito que este conjunto de folhas é muito mais do que um simples livro: é um guia para guardar sempre. Porque nos inspira, nos ensina a parar, nos relembra o que é realmente importante e, principalmente, nos mostra que os pequenos momentos são tão importantes. Há muita coisa que está a ser ensinada de forma errada nesta sociedade e este livro é a prova disso. Porque a nossa felicidade não se define pelo quantidade de bens materiais que temos, mas sim pela forma como aproveitamos as pequenas coisas e momentos que a vida nos vai proporcionando. Os tais hyggelig

Título original: The little book of hygge
Autor: Meik Wiking
Número de páginas: 288

Hello 22!

17 fevereiro 2017


À medida que fui crescendo, a minha maneira de olhar para o dia do meu aniversário mudou drasticamente. Há uns anos atrás eu detestava a data, não gostava de festejar e só queria que o dia passasse a correr. Mais tarde, passei simplesmente a querer festejá-la de forma a esquecer todos os motivos pelos quais odiava esta data. Hoje, com 22 anos em cima e um crescimento interior que nunca pensei vir a ter, vivo este dia com a maior das tranquilidades. E, assim sem querer, tornou-se num dia tão especial.

A tranquilidade que me permito ter neste dia, e em todos os outros, fazem-me aceitar muito melhor que um dia, carregado de coisas boas e coisas más, termina exatamente da maneira que nós permitimos que ele termine. Por isso mesmo, aprendi a ser grata pelas pequenas coisas, a olhar para as circunstâncias com outros olhos e a aceitar todas as pedras que o caminho vai tendo. E, quando conseguimos ter esta visão em relação ao nosso dia-a-dia, permitimos que as coisas sejam mais leves e que o nosso humor não se altere só porque alguma coisa não correu exatamente da maneira que esperávamos.

Ter este pensamento torna tudo muito mais genuíno e único. E é desta maneira que eu classifico aquele dia 12. Também foi especial, confesso, muito especial. De uma maneira que eu não esperava. Depois de alguns anos sem festejos e depois de muitos pensamentos arrumados corretamente, decidi reunir algumas pessoas que me enchem o coração desde sempre para celebrar. E eu não poderia ter pedido mais. Nem poderia ter sido mais feliz. 

Por isso, muito mais do que lutar para que tudo corra na perfeição, devemos guardar, com um enorme carinho, as memórias dos momentos ao lado das pessoas que nos fazem ser, verdadeiramente, nós mesmos. E, inevitavelmente, este aniversário será sempre uma dessas memórias.

Milagre no Rio Hudson (2016)

15 fevereiro 2017

O filme "Milagre no Rio Hudson" é uma história verídica que aconteceu no ano de 2009. Ainda me lembro perfeitamente desse dia e de ficar espantada com tudo aquilo. Fiz muitas perguntas a mim mesma, mas não tinha idade para conseguir responder a algumas coisas. Hoje, oito anos mais tarde e depois de bastantes horas a estudar física, consigo entender algumas das coisas que me intrigavam.

No dia 15 de Janeiro, Sully, um capitão da US Airways, estava no comando de um voo cuja origem era o Aeoroporto LaGuardia em Nova Iorque. Pouco tempo depois de iniciada a viagem, houve uma colisão com diversas aves que fez com que o avião perdesse, de imediato, a potência dos dois motores. A situação era grave e, na incerteza de que o avião chegaria ao aeroporto mais próximo em segurança, Sully decide fazer a aterragem no Rio Hudson. Apesar de acharem impossível, ele conseguiu aterrar o avião em segurança e salvar a vida às 155 pessoas que estavam a bordo. 

O melhor lado deste filme é que nos mostra que nem sempre basta salvares a vida de alguém. Às vezes as pessoas vão apontar-te o dedo exatamente por isso. E Sully não foi exceção. É muito fácil as pessoas dizerem que o avião estava em condições de voltar ao aeroporto e aterrar lá em segurança quando treinam para isso vezes e vezes sem conta. Mas quando estão no ar, no momento da tomada de decisão, deve ser angustiante. Aliás, admiro muito todos os pilotos pelas decisões que têm de tomar constantemente e, ainda assim, sem nunca esquecerem que são humanos.

Fiquei extremamente entusiasmada com o filme do início até ao fim porque não se torna aborrecido. Dá-nos a conhecer a verdadeira história de todo este acontecimento e não apenas daquilo que nos foi passado pela televisão, mas, ainda assim, de uma forma muito subtil. Não é preciso ter um grande conhecimento de aviões para entender minimamente tudo o que se passou. Por isso, sim, recomendo muito este filme, não só como forma de entretenimento mas também como uma forma de entender tudo o que esteve para lá do que nos foi permitido ver. 
12 fevereiro 2017

Estado de espírito de hoje: "I don't know about you but I'm feeling 22".

Ser (oficialmente) mulher

06 fevereiro 2017

Não há uma data que defina o dia em que te tornas, verdadeiramente, uma mulher aos olhos daqueles que te são mais próximos e que te viram a crescer desde sempre. É difícil definir uma barreira que separa o "eu a crescer" do "eu crescido". Por vezes, isso torna-se irritante quando sabes que tens maturidade suficiente para fazer qualquer coisa que implique uma responsabilidade acrescida, mas para algumas pessoas tu ainda estás na fase do "eu a crescer". Consigo compreender porque, com a minha idade, a maioria dessas pessoas já estava a trabalhar há algum tempo e já tinha filhos para cuidar.

Mas eu não. E não acredito que isso seja um critério essencial que defina a minha maturidade e aquilo que eu sou porque eu sou tudo aquilo que fui vivendo, sou um bocadinho de todas as pessoas que foram passado por mim, sou as viagens que fiz e sou as barreiras que fui enfrentando. E, isso, mais do que a minha idade, define-me. Há algum tempo atrás, eu não conseguia demonstrar isso à minha família. Eu estudo, eu ainda dependo da minha mãe e, aos olhos deles, isso demonstra que eu ainda não cresci o suficiente. Essa ideia estava a deixar-me irritada e desorientada, de alguma forma. Não havia forma de eu demonstrar o contrário. Eu tentei e não consegui.

No entanto, no verão, quase por magia, senti que essa ideia desapareceu. Tivemos o casamento de um dos meus tios mais próximos. Não vi no evento uma oportunidade para provar o que quer que fosse. Na realidade, nem sequer me lembrei disso com toda a felicidade que me inundava por aquilo estar a acontecer. No dia do casamento, eu quis estar bonita e maquilhei-me, vesti um vestido que adorei e, pela primeira vez, calcei uns sapatos de salto alto. E, no momento em que eu saí do quarto, percebi que, para todas aquelas pessoas que sempre me acompanharam, eu deixei de ser a criança que passava as tardes a brincar às Barbies. Naquele momento, eu passei a ser a Beatriz crescida e os gestos que acompanharam aquele dia demonstraram isso mesmo. No fim dia, eu percebi, com toda a certeza, que ser crescida não é demonstrar que isso é verdade, é deixar que os outros, cada um ao seu ritmo, percebam isso mesmo. 

É óbvio que eu vou ser sempre a miúda deles. E é normal que isso aconteça. Foram eles que acompanharam o meu crescimento desde o dia em que eu nasci, que me comprar brinquedos, que estiveram presentes sempre que foi necessário. Mas, agora, eu sou a miúda crescida. 

5 países que quero (muito) conhecer

03 fevereiro 2017



Há muito poucas coisas que me entusiasmem mais do que poder viajar. Em todos os aspetos. Desde as marcações do avião até ao planeamento dos dias, tudo me deixa espontaneamente feliz e radiante. E, embora não seja a pessoa mais viajada e com mais locais acumulados, de vez em quando dou por mim a verificar preços de certas viagens só porque sim. Também é bom sonhar, não é? Por isso mesmo, hoje trago-vos os cinco países (e é literalmente os países, não nenhuma cidade em particular!) que fazem o meu coração acelerar só de pensar na vontade que tenho de os conhecer. 

1. Itália. Este é o país que, muito provavelmente, tem mais cidades pelas quais eu gostaria de passar. Não são só os clichés a que estamos habituados, eu tenho mais de uma dezena de cidades em mente. Ás vezes é mesmo muito difícil controlar esta vontade gigante de partir para Itália quando vejo bilhetes tão baratos. Talvez seja para aqui que, um dia, escolha fazer a minha primeira viagem completamente sozinha.

2. França. Já tive a oportunidade de visitar algumas cidades em França, mais no norte. Ter lá familiares ajuda bastante, mas dá-me sempre ainda mais vontade de ir à descoberta de novos locais. A verdade é que eu adoro o ambiente tipicamente francês e confesso que seria um país que escolheria para viver no futuro sem qualquer problema. 

3. Tailândia. Se a ideia que eu tenho da Tailândia estiver em sintonia com a realidade, então posso dizer que este país ainda vai fazer o meu coração palpitar muito. Já faz, na realidade. Acompanho religiosamente as viagens do João Cajuda (@joaocajuda) e fico sempre a contemplar os autênticos quadros que são as fotografias que ele tira aqui. É uma cultura completamente diferente, mas que eu quero mesmo muito conhecer. 

4. Islândia. Este é, muito provavelmente, o país para o qual quero viajar há mais tempo. Lembro-me de ser bem pequena e sonhar em ir à Islândia para ver a Aurora Boreal. Hoje, sei que posso a ir a muitos mais sítios para a ver, mas nenhum me apaixona tanto como a Islândia. E fazer uma roadtrip por este país está, completamente, nos meus planos para o futuro.

5. Austrália. Esta será a viagem que vai requerer mais força da minha parte, mas acredito que será, também, a mais enriquecedora para mim. Eu sei que os cangurus são muito adoráveis, mas todos os restantes animais que por lá passeiam não me atraem assim tanto e eu, uma medricas nestas coisas, vou encarar isto como um desafio gigante. É um misto entre o medo aterrador do que possa encontrar e uma vontade enorme de partir já amanhã. 

#LoveTrumpsHate

01 fevereiro 2017
Fotografia daqui.
Quando as eleições do Estados Unidos da América começaram, eu acreditei firmemente que o Trump não seria uma opção viável para aquele cargo e acreditei, ainda mais firmemente, que não seria ele o presidente. No entanto, pouco depois da campanha de ambos começar, eu percebi que estava redondamente errada. Ele continuou, aos meus olhos, a ser uma opção pouco viável, mas já não tinha tanta certeza quanto à sua eleição. E, infelizmente, isso veio-se a confirmar mais tarde, de uma maneira um tanto ou quanto amarga.

Na realidade, a mudança da minha opinião deu-se quando eu comecei a reparar que havia pessoas tão próximas de mim que o apoiavam. E isso deixou-me completamente chocada. Comecei por levar aquilo como uma brincadeira, mas com o passar do tempo percebi que era muito mais do que isso. Pessoas com pouco mais de 20 anos a apoiarem ideias machistas, racistas e xenófobas. Como é que é possível?

Tudo isto me fez perceber uma coisa: não evoluímos nada enquanto sociedade. E isso está cada vez mais evidente a cada dia que passa quando os partidos de extrema-direita continuam, dia após dia, a ganhar mais força e apoiantes com ideais que, definitivamente, não combinam com o nosso século. No final de contas, não conseguimos aprender nada com a história. As nossas escolhas estão a desrespeitar todas as mulheres que lutaram para que, hoje em dia, tivéssemos uma posição na sociedade. As nossas escolhas estão a esquecer todas as pessoas inocentes que por causa da sua raça ou da sua religião morreram. As nossas escolhas estão a desunir a mesma humanidade que celebrou a queda de um muro.

E, no fim, ainda riem. Riem porque tiveram a sorte de nascer num país seguro, sem guerras e livre. Mas nem todos nós tivemos a mesma sorte. E isso significa que não podemos ter as mesmas oportunidades? Que raio de sociedade estamos a criar ao proibir as pessoas de viver? Não consigo apoiar um mundo em que é necessário nascer no lugar certo para se ter a oportunidade de ser mais e melhor. Não consigo apoiar um mundo em que não temos direito à nossa própria opinião (e sermos despedidos por isso). Não consigo apoiar um mundo em que a maldade é mais forte que tudo o resto. Não consigo.