Milagre no Rio Hudson (2016)

15 fevereiro 2017

O filme "Milagre no Rio Hudson" é uma história verídica que aconteceu no ano de 2009. Ainda me lembro perfeitamente desse dia e de ficar espantada com tudo aquilo. Fiz muitas perguntas a mim mesma, mas não tinha idade para conseguir responder a algumas coisas. Hoje, oito anos mais tarde e depois de bastantes horas a estudar física, consigo entender algumas das coisas que me intrigavam.

No dia 15 de Janeiro, Sully, um capitão da US Airways, estava no comando de um voo cuja origem era o Aeoroporto LaGuardia em Nova Iorque. Pouco tempo depois de iniciada a viagem, houve uma colisão com diversas aves que fez com que o avião perdesse, de imediato, a potência dos dois motores. A situação era grave e, na incerteza de que o avião chegaria ao aeroporto mais próximo em segurança, Sully decide fazer a aterragem no Rio Hudson. Apesar de acharem impossível, ele conseguiu aterrar o avião em segurança e salvar a vida às 155 pessoas que estavam a bordo. 

O melhor lado deste filme é que nos mostra que nem sempre basta salvares a vida de alguém. Às vezes as pessoas vão apontar-te o dedo exatamente por isso. E Sully não foi exceção. É muito fácil as pessoas dizerem que o avião estava em condições de voltar ao aeroporto e aterrar lá em segurança quando treinam para isso vezes e vezes sem conta. Mas quando estão no ar, no momento da tomada de decisão, deve ser angustiante. Aliás, admiro muito todos os pilotos pelas decisões que têm de tomar constantemente e, ainda assim, sem nunca esquecerem que são humanos.

Fiquei extremamente entusiasmada com o filme do início até ao fim porque não se torna aborrecido. Dá-nos a conhecer a verdadeira história de todo este acontecimento e não apenas daquilo que nos foi passado pela televisão, mas, ainda assim, de uma forma muito subtil. Não é preciso ter um grande conhecimento de aviões para entender minimamente tudo o que se passou. Por isso, sim, recomendo muito este filme, não só como forma de entretenimento mas também como uma forma de entender tudo o que esteve para lá do que nos foi permitido ver. 
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