O sonho

09 abril 2017


Desde pequena que penso naquilo que a felicidade significa para nós. Sempre fui uma menina alegria e sorridente, talvez por pensar que parte da felicidade passasse por isso. E, na verdade, passa. Com o tempo fui aprendendo a não só ser essa menina que aparenta todos esses sentimentos bons, mas também aquela que, interiormente, sente isso. 

Lembro-me perfeitamente de, numa atividade da escola, fazerem uma dinâmica engraçada que ficou marcada na minha memória com muito carinho. Foi-nos dado um palito, um balão e um papel para escrevermos o nosso maior sonho. E eu, assim meia confusa, escrevi "ser feliz" porque, na verdade, sempre foi o meu sonho. A ideia da dinâmica era percebermos que podemos proteger os nossos próprios sonhos sem ter de destruir o dos outros (daí o palito), mas, na verdade, o que me surpreendeu mais em tudo isto foram as respostas dos meus colegas. Todos, mas mesmo todos, escolheram bens materiais. E, já na altura, eu achei isto um grande disparate da parte deles.

Hoje, uns bons anos depois, eu continuo com a mesma vontade de concretizar este sonho, que me acompanha há tanto tempo e pelo qual faço questão de ser melhor a cada dia. Não é um sonho que se realiza e, pronto, fica arrumado. É um sonho para a vida, um sonho que irá, com toda a certeza, acompanhar-me até ao fim. Mesmo que o momento seja difícil e que os obstáculos do caminho sejam grandes. 

Neste momento, estou a ponderar uma das escolhas que determinará o meu futuro: a escolha de um mestrado. E isto tem tanto de fantástico como de assustador. Se por um lado sinto que estou a crescer e a tornar-me em tudo aquilo que idealizei, por outro sinto que é uma responsabilidade tão grande que me deixa apreensiva e sem rumo. Gosto de demasiadas coisas, é esse o verdadeiro problema. Mas, hoje, todo este pensamento me fez perceber uma coisa: seja qual for a minha escolha e o resultado final, eu só continuarei firme se a chama do sonho antigo de ser feliz se manter acessa. Porque não faz sentido eu seguir caminhos que eu não quero só porque sim. 

#Instagram - Março 2017

02 abril 2017

Março foi um ladrão. Tirou-me noites de sono, horas de descanso e quase todos os fins-de-semana passados em casa. Tirou-me, essencialmente, muito do tempo dedicado a mim e isso refletiu-se na forma como terminei este mês: cansada e atarefada. Tirou-me, também, a serenidade e o coração calmo, que costumam fazer parte do meu dia-a-dia, pelo medo daquilo que o futuro poderia trazer (ou impedir de trazer) para mim.

Não foi um mês inesquecível, nem memorável. Mas, ainda assim, consegui não me deixar levar na onda dele e fiz dos pequenos momentos de pausa especiais e diferentes. E, para isso, nada melhor do que (re)visitar sítios que, para além de nos fazerem felizes, deixam o nosso estômago mais feliz. Por isso, voltei à Miss Pavlova, e no fim desejei regressar lá no dia a seguir, voltei ao Nut' e, para acabar em grande, voltei ao Munchie.


Março também trouxe consigo, bem no fim, aprendizagens que eu não fazia ideia do quanto precisava de as ter. Ensinou-me a aceitar o bem e o mal na mesma proporção e a não ter medo das suas vindas. Pode parecer demasiado estranho, mas às vezes esquece-mo-nos que também merecemos todas as coisas boas que nos vão acontecendo e que nem sempre elas vêem com um "truque na manga". Simplesmente acontecem.
Anywhere © 2017
Design: Hello Manhattan