NOS Alive - Foo Fighters

07 agosto 2017


Há seis anos atrás, os Foo Fighters estiveram no NOS Alive e eu chorei por não os poder ir ver. Lembro-me perfeitamente de ficar acordada para conseguir ouvir pela rádio as três ou quatro músicas que a Rádio Comercial teve oportunidade de passar. Vibrei com todo aquele ambiente que se fazia sentir nos meus ouvidos e lamentei vezes e vezes sem conta por não poder estar a viver aquele momento de perto. No entanto, este ano as coisas foram bem diferentes. Assim que soube que os Foo Fighters estariam em Portugal, tratei de juntar dinheiro para garantir que, desta vez, eu estivesse ali bem perto deles. E estive. Naquele que foi o melhor concerto a que alguma vez eu assisti e que dificilmente será ultrapassado por outra banda qualquer. 

Entre o concerto anterior e o concertos deles, estivemos uns 45 minutos à espera, que pareceram horas. Ia olhando para o relógio de minuto a minuto e com uma sensação de nervosismo que nunca esperei sentir. Desde que me lembro que eles são a minha banda favorita e foram aquelas músicas que acompanharam grande parte da minha adolescência. Estar ali era um sonho. E, apesar de ter tentado não criar qualquer expectativa nos dias anteriores ao concerto, naquele momento tornou-se impossível. Comecei a pensar que músicas viriam dali, com qual eles fariam a abertura do concerto ou se teriam alguma surpresa preparada para nós. 


Uns minutos depois da hora prevista, aparecem eles. Energéticos, alegres e com ar de quem ia dar tudo naquela noite. Assim que começaram a tocar os primeiros acordes da "All my life" eu entrei num estado de felicidade que nunca tinha sentido antes. Mas não se ficaram por aí. O início deste concerto não poderia ter sido mais arrebatador e intenso. E com músicas que significam tanto para mim.

Houve de tudo no concerto, até mesmo canções do público para eles. E o que eu vibrei com isso! No entanto, foi no momento em que começou a "Wheels" que o meu coração não aguentou e eu desatei a chorar, enquanto acompanhava a versão acústica da música com os braços bem lá no alto. Eu vivi aquele concerto intensamente, mas não foi só por isso que aquelas duas horas e meia foram tão indescritíveis. Isso aconteceu porque eles deram tudo naquele palco e mostraram o porquê de os adorar há tanto tempo. Naquele momento, tudo o que eu queria era viver eternamente aquilo. Ainda assim, quando o concerto terminou, tudo pareceu um sonho. E ainda hoje parece.

Depois daquele dia, já vi o concerto no conforto da minha casa e o sentimento manteve-se. Foi um concerto inimaginável. Um sonho que, finalmente, se tornou realidade e que felizmente correspondeu a todas as expectativas que, durante todos estes anos, fui criando inconscientemente. Eles provaram naquele palco que a idade é um número e que quando se faz as coisas por gosto tudo flui naturalmente. E fizeram-me admirá-los ainda mais por isso. No fim, a "Everlong" não poderia ter sido uma melhor escolha para terminar aquele momento fantástico. "If anything could ever be this good again", cantei eu a acompanhar a voz do Dave no final daquele concerto. Espero que sim, que possa voltar a sentir aquilo num concerto deles. E que não tenham de passar mais seis anos para isso. 

2 comentários:

  1. Deve ter sido uma sensação fantástica, ainda por cima dos Foo Fighters que já se previa ser memorável. :)

    CHICREACTION.com

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  2. Vi-os há quatro anos e, embora sejam uma banda de que goste mas que não ouço frequentemente, adorei o concerto deles. Foi um espetáculo memorável, e o deste ano não foi diferente! :)
    la veine chronicles

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